Liderança Tóxica: Identificar e Transformar Comportamentos que Destroem Equipes
- Sergio Duarte

- 20 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
A liderança é uma das forças mais influentes dentro de uma organização ou grupo. Quando exercida de forma saudável, ela promove crescimento, confiança e um ambiente de trabalho onde todos se sentem valorizados. No entanto, quando se torna tóxica, ela pode gerar sofrimento, desmotivação e até mesmo prejuízos à saúde mental de seus integrantes. Como psicólogos humanistas, acreditamos que toda pessoa possui potencial para o desenvolvimento e a transformação, e que a compreensão e o autoconhecimento são caminhos essenciais para mudar comportamentos destrutivos.

Identificando a Liderança Tóxica
A primeira etapa para promover mudanças é reconhecer os sinais de uma liderança tóxica. Entre eles, podemos destacar:
· Autoritarismo excessivo: Liderar com imposições, sem espaço para diálogo ou escuta ativa.
· Falta de empatia: Desconsiderar as emoções e necessidades da equipe, promovendo um ambiente frio e desumanizado.
· Críticas destrutivas: Utilizar a crítica como forma de humilhar ou diminuir os colaboradores, ao invés de orientar de forma construtiva.
· Controle excessivo: Microgerenciar, não confiar na autonomia dos membros da equipe.
· Falta de reconhecimento: Ignorar ou minimizar os esforços e conquistas dos outros.
· Comportamentos abusivos ou manipuladores: Uso de ameaças, chantagens ou humilhações para manter o controle.
Esses comportamentos não apenas prejudicam o clima organizacional, mas também ferem a dignidade e o bem-estar emocional das pessoas envolvidas.
A psicologia humanista valoriza a autenticidade, a empatia e o potencial de crescimento de cada indivíduo. Dentro dessa abordagem, uma liderança saudável é aquela que reconhece a singularidade de cada pessoa, promove o diálogo aberto e incentiva o desenvolvimento pessoal e profissional. Quando um líder se conecta com sua própria humanidade e com a dos seus colaboradores, cria um ambiente de confiança e respeito mútuo.
A mudança começa com o autoconhecimento. Líderes que desejam evoluir precisam refletir sobre suas atitudes, entender suas motivações e estar abertos ao feedback. Algumas estratégias para essa transformação incluem:
· Praticar a escuta ativa: Ouvir verdadeiramente as opiniões e emoções da equipe, demonstrando respeito e empatia.
· Desenvolver a inteligência emocional: Reconhecer e gerenciar suas próprias emoções, além de compreender as dos outros.
· Buscar o autoconhecimento: Investir em processos de reflexão, terapia ou coaching que promovam o entendimento de si mesmo.
· Valorizar o diálogo e a transparência: Criar espaços seguros para conversas honestas e construtivas.
· Reconhecer e valorizar a equipe: Celebrar conquistas e reconhecer esforços, fortalecendo o vínculo e a motivação.
· Assumir a responsabilidade pelos próprios comportamentos: Admitir erros e buscar melhorias contínuas.
Além do esforço individual, é fundamental que a cultura da organização promova valores humanistas, como respeito, autonomia e crescimento. Programas de desenvolvimento de liderança, treinamentos em inteligência emocional e políticas de bem-estar podem contribuir para criar um ambiente mais saudável e produtivo.
Transformar uma liderança tóxica em uma liderança humanizada realmente exige coragem e autoconhecimento. É um processo que envolve reflexão, disposição para mudar comportamentos e, muitas vezes, buscar desenvolver habilidades de empatia, comunicação e respeito pelos outros.



